Transformamos a contabilidade de obrigação burocrática em ferramenta estratégica de gestão, proteção e crescimento sustentável.
Muitas empresas operam sem perceber os riscos silenciosos que a falta de organização contábil representa. Não se trata apenas de cumprir obrigações fiscais, mas de proteger seu patrimônio e tomar decisões baseadas em dados reais.
Empresas sem planejamento tributário adequado pagam até 30% mais impostos do que o necessário, comprometendo margem de lucro e competitividade no mercado.
Escrituração irregular gera multas, juros e autuações fiscais que podem comprometer a saúde financeira da empresa por anos, além de restrições cadastrais.
Sem balanços confiáveis e indicadores financeiros atualizados, gestores tomam decisões estratégicas baseadas em percepções, não em realidade econômica.
Folha de pagamento irregular, férias e rescisões mal calculadas geram processos trabalhistas com custos financeiros e danos reputacionais severos.
Instituições financeiras exigem demonstrações contábeis consistentes. Empresas desorganizadas perdem oportunidades de financiamento e expansão.
Gestores gastam horas buscando documentos, organizando informações e lidando com urgências fiscais que poderiam ser evitadas com processos estruturados.
A Receita Federal intensificou fiscalizações através de cruzamento eletrônico de dados (e-Social, SPED, NF-e). Empresas com escrituração inconsistente estão no radar das malhas fiscais automatizadas. A regularização preventiva é significativamente menos custosa que correções sob auditoria.
A escrituração contábil é o registro sistemático e cronológico de todos os fatos que alteram o patrimônio da empresa. É a base para análise financeira, tomada de decisões e cumprimento de obrigações legais.
Escrituração é o processo técnico de registrar, classificar e organizar todas as movimentações financeiras e patrimoniais de uma empresa em livros contábeis oficiais. Estes registros obedecem princípios contábeis universalmente aceitos e normas brasileiras de contabilidade.
Cada operação — desde a compra de um material de escritório até grandes investimentos — deve ser registrada através de lançamentos contábeis que respeitam o método das partidas dobradas: para cada débito, há um crédito correspondente.
Escrituração regular e tempestiva permite à empresa:
O Código Civil (Art. 1.179) e a legislação tributária tornam a escrituração contábil obrigatória para praticamente todas as empresas, independentemente do porte ou regime tributário. A ausência ou irregularidade pode resultar em multas de até R$ 50.000,00 e responsabilização dos sócios.
| Etapa | Atividade | Resultado |
|---|---|---|
| 1. Coleta | Recepção e organização de documentos fiscais | Base documental completa e classificada |
| 2. Classificação | Análise e categorização por natureza contábil | Plano de contas estruturado |
| 3. Lançamento | Registro de débitos e créditos no sistema | Livros contábeis atualizados |
| 4. Conciliação | Conferência de saldos bancários e contas | Dados validados e precisos |
| 5. Encerramento | Apuração de resultados do período | Demonstrações contábeis geradas |
Demonstrações contábeis são relatórios técnicos que traduzem a saúde financeira da empresa em números organizados, permitindo análise objetiva do desempenho empresarial.
O Balanço Patrimonial é a fotografia estática do patrimônio empresarial em determinada data. Apresenta três grupos fundamentais:
Ativo = Passivo + Patrimônio Líquido
Esta equação sempre se equilibra. O lado esquerdo mostra onde os recursos estão aplicados (bens e direitos), enquanto o lado direito revela de onde vieram (capital próprio ou de terceiros).
A DRE é o filme do desempenho financeiro da empresa em determinado período, mostrando como a receita se transformou em lucro ou prejuízo através de uma estrutura lógica:
| Receita Bruta | Valor total das vendas/serviços |
| (-) Deduções | Impostos sobre vendas, devoluções |
| = Receita Líquida | Faturamento efetivo |
| (-) CPV/CMV | Custo dos produtos/mercadorias |
| = Lucro Bruto | Margem antes das despesas |
| (-) Despesas Operacionais | Vendas, administrativas, financeiras |
| = Resultado Operacional | EBITDA e performance core |
| (-) IR e CSLL | Impostos sobre o lucro |
| = Lucro Líquido | Resultado final disponível |
Demonstrações comparativas revelam tendências: análise vertical mostra a participação percentual de cada item no total, enquanto análise horizontal compara evolução temporal, identificando crescimento ou deterioração de indicadores.
Ativo Circulante ÷ Passivo Circulante
Mede capacidade de pagamento de dívidas curto prazo. Índice acima de 1,5 indica boa saúde financeira.
(Lucro Líquido ÷ Receita Líquida) × 100
Mostra percentual de lucro sobre vendas. Permite comparação setorial e avaliação de eficiência operacional.
(Lucro Líquido ÷ Patrimônio Líquido) × 100
Rentabilidade do capital investido pelos sócios. Fundamental para decisões de reinvestimento ou distribuição.
(Passivo Total ÷ Ativo Total) × 100
Percentual de ativos financiados por terceiros. Acima de 70% indica alta dependência de capital externo.
CMV ÷ Estoque Médio
Quantas vezes o estoque é renovado no período. Baixo giro indica capital parado e risco de obsolescência.
(Contas a Receber ÷ Receita Bruta) × 360
Dias médios para receber vendas. Prazos longos comprometem fluxo de caixa e exigem capital de giro maior.
O sistema tributário brasileiro é complexo e oferece diferentes regimes de apuração. O planejamento tributário lícito identifica a melhor forma de tributação e elimina pagamentos indevidos ou excessivos.
| Regime | Faturamento Anual | Tributação | Ideal Para |
|---|---|---|---|
| Simples Nacional | Até R$ 4,8 milhões | Alíquota única progressiva (4% a 19,5%) | Comércio e serviços com baixa margem, folha enxuta |
| Lucro Presumido | Até R$ 78 milhões | Presunção de lucro + IR/CSLL (11,33% a 32%) | Empresas com alta margem de lucro real |
| Lucro Real | Obrigatório acima de R$ 78 milhões | Sobre lucro contábil efetivo (aprox. 34%) | Margens baixas, prejuízos, grandes empresas |
Planejamento tributário é o estudo técnico e preventivo da estrutura empresarial para identificar a forma legal que resulte em menor carga tributária, respeitando integralmente a legislação vigente.
Planejamento Tributário: uso lícito de alternativas legais para reduzir tributos.
Elisão Fiscal: sinônimo de planejamento tributário lícito.
Evasão Fiscal: crime de sonegação, ocultação ou fraude tributária.
Empresas frequentemente recolhem tributos além do devido por falta de análise técnica. A recuperação tributária é o processo de identificar, calcular e requerer administrativamente ou judicialmente a restituição destes valores.
A recuperação pode alcançar os últimos 5 anos. Após levantamento técnico dos valores, protocola-se pedido administrativo na Receita Federal (PER/DCOMP) ou ação judicial. Valores recuperados podem ser compensados com tributos futuros ou restituídos com juros Selic.
Estudos demonstram que empresas com planejamento tributário profissional economizam entre 15% e 35% em tributos anuais comparado a empresas sem análise técnica. Em uma empresa com faturamento de R$ 2 milhões/ano, isso representa economia de R$ 60.000 a R$ 140.000 anuais — recursos que podem ser reinvestidos em crescimento.
Contabilidade estratégica vai além do registro de operações: transforma números em insights acionáveis, orienta decisões de investimento e identifica oportunidades de crescimento sustentável.
A assessoria financeira é o acompanhamento periódico da saúde econômica da empresa através de relatórios gerenciais customizados, análise de indicadores e orientação para correção de rotas.
Consultoria empresarial utiliza informações contábeis e financeiras como base para orientação estratégica em expansão, reestruturação, fusões, cisões e sucessão familiar.
Empresas que utilizam consultoria financeira regular apresentam taxa de sobrevivência 40% superior nos primeiros 5 anos. A razão é simples: decisões fundamentadas em análise técnica reduzem drasticamente o risco empresarial e aumentam retorno sobre investimentos.
Análise profunda da situação atual através de demonstrações contábeis, fluxo de caixa e estrutura de custos.
Definição de metas financeiras, orçamento anual, projeções e estratégias de crescimento sustentável.
Implementação de controles gerenciais, dashboards e processos de monitoramento contínuo.
Reuniões periódicas para análise de resultados, ajustes de rota e identificação de novas oportunidades.
A folha de pagamento é uma das áreas de maior risco fiscal e trabalhista. Erros em cálculos, atrasos em obrigações e descumprimento de normas geram passivos milionários em reclamatórias trabalhistas.
O departamento pessoal gerencia todo o ciclo de vida do colaborador na empresa, desde admissão até rescisão, garantindo conformidade legal e cálculos precisos de direitos trabalhistas.
Além da folha, empresas devem cumprir dezenas de obrigações trabalhistas perante órgãos públicos. O descumprimento gera multas automáticas e restrições cadastrais.
Horas extras não pagas, férias vencidas, falta de registro em CTPS, ausência de equipamentos de proteção (EPI) e descumprimento de normas de segurança são as principais causas de reclamatórias trabalhistas. Uma única ação trabalhista pode custar de R$ 30.000 a R$ 200.000, sem contar honorários advocatícios e danos morais.
Controle rigoroso de ponto, intervalos, horas extras e banco de horas. CLT estabelece limites e penalidades severas para jornadas irregulares. Sistema de ponto eletrônico é obrigatório acima de 20 funcionários.
PCMSO (Programa de Controle Médico), PPRA (Programa de Prevenção de Riscos), fornecimento de EPIs e treinamentos de segurança. Acidentes de trabalho sem conformidade geram responsabilização civil e criminal.
Contratação irregular de prestadores como pessoa jurídica pode ser caracterizada como vínculo empregatício. Empresas respondem solidariamente por encargos de terceirizadas sem idoneidade fiscal.
O e-Social unificou 15 obrigações trabalhistas em uma única plataforma digital, exigindo envio de eventos em prazos curtíssimos (alguns em até 1 dia útil). Empresas sem departamento pessoal estruturado enfrentam multas automáticas por atrasos e inconsistências. A conformidade digital não é opcional: é questão de sobrevivência empresarial.
A contabilidade é profissão regulamentada que exige registro em Conselho Regional de Contabilidade. Este registro não é formalidade: é garantia de capacitação técnica, responsabilidade legal e compromisso ético.
O CRC (Conselho Regional de Contabilidade) é o órgão fiscalizador da profissão contábil no Brasil. Apenas contadores e técnicos em contabilidade aprovados em exame de suficiência podem obter registro e assinar demonstrações contábeis.
Registro: CRC GO-003488/O-0
Categoria: Organização Contábil
Jurisdição: Estado de Goiás
Situação: Ativa e Regular
Contadores estão submetidos a código de ética que estabelece princípios de conduta profissional. Violações éticas podem resultar em suspensão ou cassação do registro.
Contabilidade executada por profissionais sem registro CRC não tem validade legal. Demonstrações assinadas por leigos são rejeitadas por bancos, Receita Federal e em processos judiciais. Além disso, empresas podem ser multadas e os sócios responsabilizados solidariamente por irregularidades fiscais.
Mantemos apólice de seguro de responsabilidade civil profissional, educação continuada certificada e processos internos auditáveis. Cada cliente recebe Termo de Responsabilidade Técnica registrado no CRC, documento que formaliza nossa responsabilidade legal pelos serviços prestados.
Depende do grau de desorganização. Empresas com documentação organizada podem ter escrituração regularizada em 30 a 60 dias. Casos com anos de irregularidade, ausência de documentos ou múltiplas pendências fiscais podem exigir 90 a 180 dias de trabalho técnico intensivo. O primeiro passo é sempre um diagnóstico detalhado da situação atual.
Não. A opção por regime tributário (Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real) é realizada uma vez por ano, em janeiro, e vale para todo o exercício fiscal. Exceções ocorrem apenas em casos específicos como início de atividade, exclusão obrigatória do Simples ou desenquadramento por excesso de faturamento. Por isso, o planejamento tributário deve ser feito no último trimestre do ano anterior.
Sim. Embora seja dispensada de algumas obrigações acessórias, empresas no Simples Nacional são obrigadas por lei a manter escrituração contábil regular. Esta obrigação está no Código Civil (Art. 1.179) e é independente do regime tributário. Além disso, sem contabilidade formal, a empresa não consegue comprovar lucros para distribuição isenta de IR aos sócios, forçando tributação sobre todo valor retirado.
O prazo legal mínimo é de 5 anos, contados a partir do primeiro dia do exercício seguinte. Porém, documentos relacionados a impostos com prazos prescricionais maiores (como contribuições previdenciárias) ou processos judiciais em andamento devem ser mantidos por período superior. Recomenda-se guarda de no mínimo 7 anos para documentos fiscais e 30 anos para documentos trabalhistas relacionados a FGTS e aposentadoria.
Primeiro realiza-se levantamento técnico identificando tributos recolhidos indevidamente ou a maior nos últimos 5 anos. Calcula-se o valor com correção pela taxa Selic. Em seguida, protocola-se pedido de restituição via sistema PER/DCOMP da Receita Federal ou ação judicial quando há tese controversa. Após deferimento, os créditos podem ser compensados com tributos futuros ou solicitada restituição em dinheiro. O processo administrativo leva de 6 meses a 2 anos; judicial pode levar de 2 a 5 anos dependendo da complexidade.
O contador possui formação superior (bacharelado em Ciências Contábeis) e pode exercer todas as atividades da profissão sem restrições, incluindo auditoria e perícia. O técnico em contabilidade tem formação de nível médio e possui algumas limitações legais, como impedimento para auditoria independente. Ambos devem ter registro no CRC e podem assinar demonstrações contábeis de empresas, mas apenas contadores podem assinar relatórios de auditoria.
Sinais comuns: carga tributária acima de 35% do faturamento (exceto atividades de baixíssima margem), distribuição de lucros tributada, não aproveitamento de créditos de PIS/COFINS, regime tributário inalterado há mais de 3 anos sem revisão técnica. O ideal é realizar estudo comparativo simulando os três regimes tributários (Simples, Presumido e Real) com base no faturamento, margem de lucro e estrutura de custos reais da empresa. Este estudo deve ser refeito anualmente.
Legalmente, não. A legislação exige que demonstrações contábeis sejam assinadas por profissional registrado no CRC. Além disso, a contabilidade envolve conhecimento técnico especializado: legislação tributária complexa, normas contábeis, obrigações acessórias digitais e responsabilidades legais. Erros em escrituração podem gerar multas superiores ao custo de honorários profissionais, além de passivos fiscais e trabalhistas que comprometem a saúde financeira da empresa. Contabilidade inadequada também impede acesso a crédito bancário e prejudica vendas societárias futuras.
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